quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cidade espanhola substitui touros por bolas de “isopor” em corrida tradicional

Tirado do site da ANDA - Agência de Notícias de Direitos dos Animais

http://www.anda.jor.br/04/09/2014/cidade-espanhola-substitui-touros-bolas-isopor-corrida-tradicional



Uma cidade espanhola desistiu de promover a sua traditional corrida de touros após protestos de ativistas de direitos animais. As informações são do Metro UK.
Como em muitas cidades de todo o país, na corrida de touros em Mataelpino, no centro da Espanha, pessoas correm pelas ruas na frente de touros nervosos e atormentados. Muitos moradores locais e visitantes são feridos e chifrados durante o festival anual, e as coisas terminam ainda piores para os touros.
Após o pedido de ativistas para que o festival fosse suspenso – alegando crueldade aos animais – autoridades da cidade tiveram uma ideia: substituir os touros por grandes bolas de poliestireno (isopor).
No novo modelo do festival, os corredores tentam ultrapassar as bolas gigantes enquanto correm ladeira abaixo para a velha praça de touros da cidade.
Segundo a reportagem, “a adrenalina gerada pelo medo de ser atingido por uma bola de poliestireno é muito menor do que quando se corre o risco de ser ferido por um grande touro”, mas o porta-voz da prefeitura da cidade, Tiago Cedillo, disse que o entretenimento não deixa de ser empolgante, acrescentando: “Você tem que ficar atento pois algumas dessas bolas podem pesar 125 kg e correm muito rapidamente”.
A boa notícia é que o movimento de visitantes para Mataelpino aumentou desde que a cidade cancelou o uso de touros. E agora as crianças podem testar as suas habilidades contra as grandes bolas (algumas pintadas como touros e até mesmo com caudas), o que não era possível no outro formato do festival.
Um morador disse: “Era a tradição, mas uma tradição agonizante. As pessoas não querem mais ver animais assustados correndo por suas vidas. Muitos animais eram feridos ou traumatizados e isso não era justo”.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Atleta surpreende o mundo – Uma lição de honestidade e desportivismo!

HONESTIDADE, HONRA, BRILHO, DIGNIDADE .... VIRTUDES TÃO ESQUECIDAS ATUALMENTE MAS QUE DE VEZ EM QUANDO SURGEM E TEM QUE APLAUDI-LAS.

 
O atleta espanhol Ivan Fernández Anaya, de 24 anos, não venceu a prova de cross country de Burlada, em Navarra, no último dia 2 de Dezembro, mas até hoje está sendo cumprimentado, elogiado, aclamado por sua atitude de honestidade durante o evento.



O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos 3.000 m com obstáculos em Londres, estava prestes a ganhar a corrida. Mas parou no lugar errado, achando que tinha alcançado a linha de chegada.

Ivan Fernández Anaya, o segundo colocado, se aproximou e, em vez de ultrapassá-lo, alertou o líder sobre o equívoco e o conduziu para confirmar sua vitória.

Em outras palavras Ivan negou-se a conquistar a prova.

Ele estava a 10 metros da bandeira da chegada e não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.

Gesticulando, para que o queniano compreendesse a situação e quase empurrando-o levou-o até o fim, Ivan Fernandez deixou o colega vencer a prova como iria acontecer se ele não tivesse se enganado sobre o percurso.





Ivan, que é considerado um atleta de muito futuro (campeão da Espanha nos 5.000 metros, na categoria há dois anos) ao terminar a prova, disse: “Ainda que tivesse me dito que ganharia uma vaga na Seleção espanhola para disputar o Campeonato Europeu, eu não teria me aproveitado . Acho que é melhor o que eu fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante, porque hoje, como estão as coisas em toda sociedade, no futebol, no sociedade, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade vai muito bem. “






Tantos dias depois do ocorrido, a história continua sendo exaltada no noticiário e nas redes sociais.

Em seu blog, Fernández comentou a repercussão de sua atitude, que continua sendo elogiada duas semanas depois.

“Hoje está sendo um dia especial para mim –ou melhor, muito especial– nunca pude pensar que meu gesto com Mutai chegaria aonde está chegando. Estou em uma autêntica nuvem, são muitos os comentários, entrevistas, reportagens sobre o sucedido. Queria agradecê-los por tudo o que vocês fizeram por mim”, escreveu.

O que chamou a atenção de todos foi algo que deveria ser básico no ser humano, mas tem sido exceção: a honestidade.

“Eu não merecia ganhá-lo. Fiz o que tinha que fazer”, afirmou Fernández em declaração reproduzida pelo jornal ‘El País’, da Espanha.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SUIPA - Ela precisa de você agora







"A Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) chegou no último domingo (27) aos seus 71 anos. Durante esses anos, a associação ganhou o reconhecimento do Brasil e do mundo ao cuidar de animais abandonados. Atualmente, cerca de 3.500 animais, entre cães, gatos, cavalos, porcos e outros, têm o seu destino desconhecido. Devendo quase R$ 15 milhões, a Suipa pede ajuda da população para que o Governo brasileiro perdoe a dívida e volte a ser de utilidade pública federal."  

(Texto retirado do site SRZD  http://www.sidneyrezende.com/noticia/228377 )

Entenda o problema


"A SUIPA existe há setenta anos. Ela tinha a filantropia e a utilidade publica federal desde 1975. No governo de Collor/Itamar Franco em 1995, ambos os títulos foram cassados de inúmeras entidades brasileiras e, entre elas, da SUIPA.


Devido a isso, a SUIPA teve que iniciar um pagamento mensal, em torno de quarenta mil reais, ao governo federal, referente ao INSS PATRONAL PREVIDENCIÁRIO e, como não tinha essa quantia mensal, a dívida foi se acumulando e, por mais que os diretores e advogados tentassem RESTABELECER A FILANTROPIA E A UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL, isso sempre era negado.

O motivo alegado pelo Conselho Nacional de Assistência Social era porque a SUIPA "nao se enquadra na Lei Orgânica" que diz que filantropia é para humanos, não para animais.
Por ter milhares de animais abrigados e ter cerca de 150 funcionários contratados, como veterinários, faxineiros, atendentes etc..., a folha de pagamento dos salários, a cada mês fica em torno de R$380.000,00 e que, por isso, o valor do INSS PATRONAL é tão alto. 





A SUIPA tentou parcelar a dívida com o governo federal, mas teria que pagar VINTE MIL REAIS A CADA MÊS e isso não temos condições, pois a SUIPA vive de contribuições dos associados mensalmente, sem nada receber do exterior e nem das autoridades municipais, estaduais ou federais.

A COMISSÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DOS ANIMAIS DA OAB/RJ visitou a SUIPA em 11/11/2013 e se prontificou em ajudar a lutar para que a dívida, junto ao governo federal, seja perdoada pela Presidente da República e também lutará para que a Utilidade Pública Federal e o Certificado de Filantropia sejam restabelecidos, para que não se acumulem novas dívidas com o governo."

(Texto extraído do site da SUIPA - "Saiba mais do que a SUIPA precisa hoje" - http://www.suipa.org.br/index.asp?pg=caminhada.html )




Como ajudar

"O melhor para ajudarem a SUIPA será mandar mensagens para a Presidente Dilma Roussef e para o Ministro da Justiça para que eles devolvam à SUIPA, a sua UTILIDADE PUBLICA FEDERAL E A FILANTROPIA para que possa continuar atuando como sempre fez, ajudando na área da saúde pública, porque a SUIPA NÃO RECOLHE ANIMAIS PARA MATAR, como fazem a maior parte das prefeituras brasileiras.

A SUIPA, por ser uma PROTEÇÃO ANIMAL NÃO EUTANÁSICA, resgata os animais que, sem um dono, estão atropelados, pedindo ajuda para não morrerem à mingua nas ruas. Por não matar, tem despesas ENORMES, com ração, com medicamentos, com pagamento de salários dos funcionários e, o abrigo, fica constantemente superlotado, porque o abandono é maior do que a adoção responsável. Peçam também que a dívida com o governo federal seja perdoada para que a SUIPA possa continuar com seus portões abertos."

(Texto extraído do site da SUIPA - "Saiba mais do que a SUIPA precisa hoje" - http://www.suipa.org.br/index.asp?pg=caminhada.html


Então, pessoal, vamos tirar um minutinho do nosso dia e assinar as petições que estão rolando na iternet. Aqui vão duas:







Esse governo perdôa dívidas de banqueiros milionários, assim como de republiquetas sanguinárias mundo afora. Porque não podem perdoar as da SUIPA?













sábado, 22 de março de 2014

Eu e a Água (repostando)


Eu e a Água

Faço aniversário hoje, Dia Internacional da Água.  Lembro que quando era criança e me perguntavam o que eu gostaria de ser se não fosse gente, eu respondia que queria ser água.  Achava tão linda... azul (na cabeça das crianças a água é sempre azul), transparente, homogênea, fresquinha...
E hoje? Tirando o dia o que eu tenho a ver com a água? Muita coisa.
Ambas nascem em algum lugar limpas, frescas, saudáveis.  Ao longo dos anos, vamos escorrendo, molhando, irrigando, correndo, inundando e, no final, evaporando, virando chuva ou se misturando ao oceano.

Até aí tudo vai bem.  É apenas o ciclo de uma vida.  A água das nascentes que um dia vai evaporar, volta como chuva e o ciclo recomeça sempre.
O problema começa quando vemos que aquela aguinha limpinha da nascente vai se sujando enquanto segue o seu caminho.  Ao longo do seu curso vai carregando sedimentos, folhas, restos.... até que chega ao ponto de passar a carregar garrafas pet, esgotos, produtos tóxicos de alguma fábrica.  

Assim me vejo.  Hoje é meu aniversário e, fazendo um balanço da vida, vejo que, em 44 anos (*), desviei o curso várias vezes.  Contornei pedras. Passei por terras secas. Corri em cima de lodos. E me poluí também.  Não houve jeito.  Por mais que me filtre, me ferva, jamais voltarei a ser aquela água das nascentes.  

Mesmo assim agradeço a Deus.  

Poluída ou não, nesse curso todo gerei vida, refresquei o calor de discussões, lavei algumas dúvidas, limpei uma boa parte da alma.
Me sujei sim, mas mesmo assim, o oceano ainda me espera.  

Ana Kristina


(*) Hoje tenho 52